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energia eólica

Correr por uma ribeirinha e sentir a lama malandrosamente escapar-se aos nossos pés. Ouvir cucos, as árvores e as gaivotas
Espinafres, espinafres, espinafres. Couves roxas, couves portuguesas."Olha cebolas!"
Perder o Norte em vales de aldeias sobre o mar e acelerar, acelerar, acelerar .
Sentir, por fim, a majestosa presença dos moinhos gigantes que rasgam o som do campo em irrequietos uivos .


Um dia moraremos no campo.

pedra


(...)
Só esta para receber a claridade
com a atenção 
devida
a um ser vivo.


"Pedra", Gonçalo M.Tavares

dias serenos


Finalmente oiço o som das gotas no telhado do logradouro. Tal como a minha respiração no silêncio, este gotear acalma-me.

esse jovial em cor de rosa




Em frente ao Chafariz da Esperança mora o meu prédio favorito desta avenida. Ali, (sobre)vive uma loja de malhas encantadora, fundada em 1967, que teima em "voltar já" sempre que passo. Como temo que não voltem há já algum tempo, terei de visitar a loja Juvenil num outro horário.


a colourful day keeps the doctor away



1. beija-flor via we heart it 2Meknes, Marrocos por Mike Mellinger 


A partir de hoje farei o possível para ter a rubrica "a colourful day keeps the doctor away" em dia. A recorrente procura (e colecção) por imagens que me impressionam pela cor servirá como ponto de partida a exercícios cromáticos: rítmicos, vibrantes, calmos, harmónicos, dissonantes...

Pretendo apenas brincar com as cores, como fazía em criança com as mãos esborratadas de tinta.



"Ouro sobre magenta" por azul.porcelana 

o Outono perto de casa

                



Um ano tem quatro estações e no seu decorrer, com o tempo, as cores vão mudando. 

Uma vez que é no meio que está sempre a virtude, é após os equinócios, nos breves períodos de renovação, que encontramos as paletas mais sedutoras. 

                   

o bidé

Os bidés são aqueles objectos olhados de lado, vítimas de uma péssima reputação associados, em tempos, às actividades pecaminosas das senhoras da vida que o utilizavam como prática contraceptiva. 
Bidé vem do francês bidet :  pónei ou pequeno cavalo.  Foi criado por marceneiros da família real francesa para a sua rainha que necessitava de uma forma de lavar as suas partes íntimas.  Até  às primeiras décadas do século XX estas peças faziam parte do mobiliário de quarto. Com  desenvolvimento do sistema de esgoto e abastecimento de água nas cidades o bidé tornou-se uma peça de casa-de-banho.
Quando uma peça possui qualidades estéticas únicas não há lugar para moralidades ou pudores! Este bidé está bem no centro da sala principal da Cavalo de Pau. 

Bidé de quarto em ferro forjado e zinco pintado