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{Crazy Cat&Dog People} na Casa Ruim - Parte II - as compras

Da venda promovida pela Crazy Cat&Dog People na Casa Ruim trouxe algumas obras.

Joana Rosa Bragança 
Este print maravilhoso teve um pequeno acidente no transporte e estão já a ser tomadas mediadas e feito um tratamento vip para se voltar a pôr direitinho!

 Lara Luís


Catarina Quintal

Rafaela Rodrigues

Beatriz

Todas as crianças que sabem que faço desenhos fazem questão em oferecem-me um delas. E como fiz anos, a minha priminha acrescentou um à minha doce colecção! 

mais Wanda..


Imagens de Wanda Kujackz para a Vogue japonesa de Setembro de 2010.

ufa! ainda existe o surrealismo


Adoro o trabalho da artista francesa Wanda Kujacz.

"I play with pencils, fabrics, papers, paintings, all sort of cameras and materials, I play with my dreams and nightmares too, with fairytales and all kind of children stories and myths to create images of new stories, new worlds."

fiando para desfiar

John William Waterhouse, Penelope and the Suitors, 1912

Recordas Penélope a quem a dedicação por Ulisses fez com que as suas mãos tecessem durante o dia a colcha para o dossel funerário do seu sogro, desfazendo-a durante a noite, longe dos olhares da corte. Fiando e desfiando esperava ganhar ao tempo a espera do seu marido.

Tecer é fazer teia ou tecido, é urdir, tramar, compor entrelaçando.

Criando um complexo entrelaçado também tu esperas ganhar ao tempo enquanto este apenas passa por ti. Passas pelo tempo. Confias-lhe que esbata, com o seu vagar, a lembrança daquele rosto esquálido de pupilas desconfiadas cravadas nas entristecidas órbitas. Confias-lhe a compreensão daquele temperamento receoso, defensivo, daquela forma leviana de existência.

Interrogas-te, quando já te sentias liberta, porque retomas à revolta quando encontras o vazio de tão pouco interessante olhar. Como o pudeste amar? perguntas ao tempo a quem tanto tempo não parece impressionar.

E tal como Penélope dedicas-te ilimitadamente ao teu trabalho, fiando e desfiando fio por fio, na espera da serenidade.

“Um dia, perceberás.”

noite de sonhos voada


® Lorna Freytag

Noite de sonhos voada
cingida por músculos de aço,
profunda distância rouca
da palavra estrangulada
pela boca armodaçada
noutra boca,
ondas do ondear revolto
das ondas do corpo dela
tão dominado e tão solto
tão vencedor, tão vencido
e tão rebelde ao breve espaço
consentido
nesta angústia renovada
de encerrar
fechar
esmagar
o reluzir de uma estrela
num abraço
e a ternura deslumbrada
a doce, funda alegria
noite de sonhos voada
que pelos seus olhos sorria
ao romper de madrugada:
— Ó meu amor, já é dia!...

Manuel da Fonseca, "Poemas Dispersos"

o encontro com Mário Botas

Para contrariar o lamentável esquecimento em que a obra de Mário Botas teima em cair no panorama da pintura portuguesa e no nosso ensino de história de arte, foram apresentados alguns desenhos seus na exposição "O Jogo e o Caos", integrada no evento dedicado ao Dia da Poesia no CCB e em colaboração com a Fundação Mário Botas.

A Fundação Casa-Museu Mário Botas, criada pelo pintor em 1983 pouco antes de vir falecer vítima de leucemia, poderá vir a ser inaugurada ainda este ano (passados mais de vinte anos!), na Nazaré, sua cidade natal.

"Le Horla"
"Don Giovanni"

"As moradas Filosofais"

Os Passeios do Sonhador Solitário


Mais obras suas aqui.

histórias à mesa


I think this variety in designs give the collection a festive character, each day, each meal can be a party, a special moment.
A "Table Storie" é uma colecção de Tord Boontje onde vinte ilustrações ganham vida em várias peças de porcelana (pratos, chávenas, taças, saladeiras) e em tecidos.

Irmandade Pré-Rafaelita

Em 1840, surge, como oposição à estética e ideologias políticas e sociais do apogeu da época vitoriana e à “maquinização” provocada pela Revolução Industrial, um grupo de poetas e pintores ingleses – Holman Hunt, Dante Gabriel Rossetti e John Everett Millais – que funda a Irmandade ou Fraternidade Pré-Rafaelita. Este grupo de jovens pretendia alcançar uma reforma na arte britânica através da recuperação do modelo dos pintores florentinos do Quattrocento (século XV). Contrariamente ao rigor da arte praticada em França, sobretudo pelos pintores do grupo de Barbizon e Courbet, que caminhavam em direcção ao realismo, os pré-rafaelistas propunham como alternativa ao artificialismo da arte académica os modelos praticados na pintura anterior a Rafael (1483-1520), a quem responsabilizavam pelo afastamento da arte da Natureza.

John Everett Millais, "The Boyhood of Raleigh", 1870


Ansiavam retomar ao tempo em que os artistas eram mestres artesões sinceros e fiéis à obra de Deus e à Natureza, empenhando-se em retratá-la de forma simples e concreta, sem as formas e regras predefinidas da pintura académica. Deste modo, cabe ao artista a criação de obras que sejam simultaneamente naturais e espirituais, úteis e belas, devolvendo à arte a sua pureza e autenticidade. Procuravam a beleza poética que envolve a espiritualidade, o que resulta em imagens repletas de pormenores, frequentemente simbólicos, com o traço fluído e cores luminosas, esmaltadas. Nas suas obras predominam as cenas românticas ou eróticas aliadas a uma alguma inocência. Ao contrário do ideal vitoriano da mulher frágil e dócil, as mulheres pré-rafaelitas surgem com atitudes misteriosas e indiferentes.

Dante Gabriel Rossetti, "La Ghirlandata", 1873
Frank Francis Bernard Dicksee, "The Mirror", 1896

Inspirados na técnica do pintor realista William Dyce (1806-1864), os pré-rafaelitas dedicavam-se principalmente à pintura, mas também à poesia, à fotografia e à crítica de arte. Apreciadores dos poetas John Keats e Alfred Lord Tennyson, o grupo lança em 1850 a revista, escrita em prosa e verso,“The Germ” que, para além dos poemas, tem como fim a divulgação das teorias do grupo.

Além dos artistas fundadores, foram integrados na fraternidade o pintor James Collinson, o escultor Thomas Woolner e os críticos W.M. Rossetti e Frederick George Stephens.