o bidé

Os bidés são aqueles objectos olhados de lado, vítimas de uma péssima reputação associados, em tempos, às actividades pecaminosas das senhoras da vida que o utilizavam como prática contraceptiva. 
Bidé vem do francês bidet :  pónei ou pequeno cavalo.  Foi criado por marceneiros da família real francesa para a sua rainha que necessitava de uma forma de lavar as suas partes íntimas.  Até  às primeiras décadas do século XX estas peças faziam parte do mobiliário de quarto. Com  desenvolvimento do sistema de esgoto e abastecimento de água nas cidades o bidé tornou-se uma peça de casa-de-banho.
Quando uma peça possui qualidades estéticas únicas não há lugar para moralidades ou pudores! Este bidé está bem no centro da sala principal da Cavalo de Pau. 

Bidé de quarto em ferro forjado e zinco pintado

leaf house

                              

Aqui fica outra fabulosa criação de Rop van Mierlo.

wild animals

http://www.notcot.com/images/2010/12/wild3.jpghttp://yourdesk.files.wordpress.com/2011/01/rop-van-mierlo-wilde-dieren-olifant1.jpghttp://1.bp.blogspot.com/--dcY887u3Jk/TV0GAbSKj-I/AAAAAAAAGkI/Z9Q4307C348/s1600/wild-animals_2.jpeg.



                                     

Livro Wild Animals do ilustrador holandês Rop van Mierlo

faianças e porcelanas Sado - Internacional


Não resisto a bons padrões. 
Não resisto a objectos-memória. 

Não resisti a estes pratos!

Hoje passei por uma loja vizinha e à porta reencontrei os dias da minha infância na casa da minha avó de Lisboa. Estes pratos, da extinta (há quase vinte anos) Sado Internacional, lembram-me o seu arroz-doce, sempre tão seco...

Exorcício

Basta uma lágrima. cheia de uma saudade de tudo.
para o mar de substantivos próprios e comuns do começo
: rua afonso lopes vieira, nº 7 ( poeta)
ignorante do que o futuro me reservava,
sem pensar em poe, transpunha, para dentro
e para fora, os umbrais da minha morada,
que hoje tento cristalizar num verso
hipstamático, fazendo uso de uma mentira
inovadora para parecer velho e venerável,
subitamente passando exclusivamente a conjugar
a vida, no passado perfeito, imperfeito, simples e condicional.
até trocar de residência, o nome do poeta
todo o santo e ímpio dia, sobranceiro à minha mochila
da primária, como um farol, um conselho, uma esperança,
uma ameaça, uma sombra, uma cruz.
Donde, para ser-se poeta, basta uma saudade.
cheia de lágrimas. os olhos radicados no vermelho escuro
da memória, como, em versos de sophia, são aqueles
de quem os abre debaixo de água,
procurando vestígios de sangue ou
substâncias da mesma família nas
profunduras mais gratas
rua afonso lopes vieira, n.º 7 ( poeta)
Sou poeta?
Que acheis? Ter-me-ei cumprido
ou fugido a sete pés da sina como se esta
personificasse um perseguidor assassino?


aquele céu mesclado de nódoas



Aquele Céu Mesclado de Nódoas 
Setembro de 2011 | Aguarela e colagem



Numa tarde de nuvens altas e bem definidas, eu e o Bruno olhávamos o céu. Num comentário, trocou a palavra "nuvens" por "nódoas". Achei curioso e tive que registar.

tick! tack!


Os dias correm desvairados, a velocidades difíceis de alcançar. Tento conciliar o "tempo obrigatório" e o "tempo necessário" com o tempo para o azul.porcelana atelier. Como este tendencialmente sai a perder, não há mãos a medir, e é ao balcão da loja que decido avançar com uma nova ideia.

o homem e a guitarra

No palco, Ben Chasny, a sua voz e uma guitarra acústica. Que privilégio! Somos lançados numa virtuosa viagem em seis cordas por entre os sons que dedilham desde a folk ao rock psicadélico, passado por lugares orientais. 

O seu regresso a Portugal foi marcado pela edição internacional de "Guitarra Portuguesa" e " Movimento Perpétuo" de Carlos Paredes, pela Drag City Records, por sua sugestão.


Deixo "Lisboa", música de "School Of The Flower" (2005), álbum dedicado ao guitarrista português.