Podia ser a abóbada celeste pontilhada pelas estrelas. É uma peça de cerâmica persa, bem antiga, que chegou à Cavalo de Pau.
o som dos antepassados
Mbira, Zimbábue, na Cavalo de Pau
O mbira, também conhecido por sansa, é um idiofone tradicional africano em particular da cultura Shona, povo que habita no Zimbábue e em Moçambique. É frequentemente utilizado em rituais religiosos, recepções reais e em várias eventos sociais.
"É feito a partir de um bloco de madeira dura (Pterocarpus angolensis) onde se fixam lamelas metálicas forjadas à mão, dispostas em três teclados distintos, abrangendo três oitavas. A afinação varia; a mais comum, chamada nyamaropa aproxima-se da escala maior diatónica. A técnica de execução envolve ambos os polegares e um dedo indicador para beliscar as lamelas de metal. Para amplificar o som, o instrumento é colocado no interior de uma cabaça de grandes dimensões, equipada com soalhas que vibram por simpatia." Nuno Cristo
Na música "Mbira do Norte" dos Gaiteiros de Lisboa, escutamos o fabuloso som deste instrumento.
nenhum poeta
nenhum poeta por mais perspícuo
conseguiu alguma vez responder
definitivamente às grandes questões do humano
basta comprová-lo pelo número de bibliotecas construídas
e livros publicados
e mesmo que cada poema seja um grito de alerta
cada vez mais alto
perde-se numa teia de ecos composta pelos gritos
que o precederam, concorrem e hão-de vir
aquilo que é cor de rosa ligeiramente purpúreo
Com a folha sobrecarregada de riscos, senti necessidade de sintetizar as cores. Sob uma paleta muito suave, a cor dominante teria de ser um magenta especialmente bem timbrado, aquele que recebe o nome das flores do quintal da minha avó. Os brincos de princesa são o "cabeça de cartaz" de um de três desenhos que já deveriam estar nas mãos dos três pirilampos que adoro como se fossem sobrinhos. A culpa foi do siso!
fotografia de Rodrigo Wesz , aqui
☊

O headphónico é um novo espaço dedicado à divulgação e crítica musical. O header é da minha autoria (o Bruno foi um do clientes mais chatinhos com quem já trabalhei! uf ... ).
Vamos ficar atentos!
"Headrush
segundo os últimos estudos científicos, a par do sexo e da cocaína, o acto de escutar música é o que envia mais dopamina ao cérebro; a hormona da boa disposição. O headphónico nasce então com essa vontade de gratificar com intenso prazer quem o acompanha. Ao contrário do que o Adolfo dos Mão Morta, berrava desesperadamente, um dealer sónico não nos rouba nem leva a alma: leva-nos a ela.
Sejam então bem-vindos a esta esquina de dopamina para o menino e para a menina- onde nunca há rusgas policiais nem nenhum consumidor morreu alguma vez de overdose."
o sangue que se move nas vozes
amargo o coração do poema.
A mão esquerda em cima desencadeia uma estrela,
em baixo a outra mão
mexe num charco branco. Feridas que abrem,
reabrem, cose-as a noite, recose-as
com linha incandescente. Amargo. O sangue nunca pára
de mão a mão salgada, entre os olhos,
nos alvéolos da boca.
O sangue que se move nas vozes magnificando
o escuro atrás das coisas,
os halos nas imagens de limalha, os espaços ásperos
que escreves
entre os meteoros. Cose-te: brilhas
nas cicatrizes. Só essa mão que mexes
ao alto e a outra mão que brancamente
trabalha
nas superfícies centrífugas. Amargo, amargo. Em sangue e exercício
de elegância bárbara. Até que sentado ao meio
negro da obra morras
de luz compacta.
Numa radiação de hélio rebentes pela sombria
violência
dos núcleos loucos da alma.
Herberto Helder
ups...
Manuel Santos Maia , "Alheava"
(fotografia de Edgar Libório)
Depois de visitarmos o projecto de Manuel Santos Maia, inserido na 4ª Edição do Junho Das Artes, tirámos uma fotografia que, sem querer, saiu assim..
campo de batalha
Dentro de dias, farão 626 anos desde que se deu, no Campo de São Jorge, a Batalha de Aljubarrota. Hoje andámos por lá, em cenário de guerra.
Implantado num edifício contíguo ao planalto onde decorreu o histórico confronto, descobrimos o Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (CIBA) que, desde 2008, pretende salvaguardar e valorizar o espólio relativo a este episódio e o local onde se travou a luta. O CIBA é composto por quatro núcleos expositivos, cuja informação está exemplarmente bem tratada e apresentada, recorrendo a tecnologias raras nos espaços museológicos nacionais.
Num pequeno anfiteatro assistimos a um excelente espectáculo multimédia – “A Batalha Real” – no qual pertence o documentário “Aljubarrota” de Margarida Cardoso, produzido pela Filmes do Tejo, que recria a situação política e social que conduziram ao conflito entre o exército português e o de Castela, o momento da batalha e as estratégias e tácticas militares utilizadas por D. Nuno Álvares Pereira.
No espaço destinado à exposição dos trabalhos arqueológicos realizados desde os anos 50 existem uns expositores que, muito à CSI, explicam as causas e as armas responsáveis pelas lesões em alguns ossos encontrados numa vala comum. Brilhante!
Cá fora, segundo um percurso pedonal, equipado com simuladores de fotografias 3D e pontos com áudio descrições, somos conduzidos pelo campo de batalha, do qual fiz um desvio para fotografar um conjunto de pequeninas casas saloias abandonadas.
Vale bem a pena visitar o Campo de São Jorge e vale bem ainda a pena almoçar pela cafetaria do CIBA, onde provámos um creme de castanhas m e m o r á v e l !
feijões em lata
Na feira de artesanato de Peniche, a banca dos Feijões em Lata distingue-se de todas as outras. Metemos conversa com o Ricardo que, ao explicar o conceito deste projecto, tirou de uma gavetinha vários conjuntos de crachás da Edição de Luxo, peças únicas que surgem de recortes em papel. Não resisti e trouxe dois conjuntos muito azul porcelana.
O Bruno foi convidado a fazer um crachá de raiz , escolheu uma frase misantropa e pôs mãos à obra.
Dêem uma espreitadela ao trabalho deles , aqui.
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