isn't that why I love you so very much?
Por vezes gosto de fechar os olhos enquanto conduzo e de sentir as tuas mãos guiarem o volante.
um lugar ao sol

Há demasiadas coisas que me fazem estar plenamente grata por tudo o que tenho vindo a conquistar nos últimos dois anos. O meu fabuloso horário de trabalho faz, inevitavelmente, parte dessa lista. Posso dormir até horas decentes, demorar-me no pequeno-almoço, evitar as multidões no metro e no supermercado e ... posso contemplar, todas as manhãs, o deleite dela ao sol.
a rainha vermelha

O figurino de Rainha de Copas de Tim Burton, interpretada por Helena Bonham Carter, inspirado na Rainha Isabel I.
É curioso ter-me deparado com este figurino dias antes de ser premiado com um Óscar. No rescaldo da 83ª gala de entrega dos Óscares, evento que em nada me consegue entusiasmar, aplaudo o trabalho de Colleen Atwood criadora dos figurino da adaptação do clássico de Lewis Carol, "Alice no País das Maravilhas", por Tim Burton, galardoado com um Óscar nesta categoria. Para além da sua fabulosa participação na maioria dos filmes de Tim Burton e em Silêncio dos Inocentes; Collen Atwood conta com mais duas estatuetas pela sua participação em "Chicago" (2002) e em "Memórias de Uma Gueixa" (2006).
Ainda sobre a "Alice no País das Maravilhas" tiro o chapéu também a Robert Stromberg (design de produção) e a Karen O´Hara (design de cenários), premiados na categoria de melhor direcção artística.
high lace collars
A high standing pleated collar popular in the renaissance period made of starched linen or lace, or a similar fashion popular late seventeenth century and again in the early nineteenth century. They were also known as "millstone collars" or "ruff collar".




Vencedor, em 2008, do Oscar de Melhor Figurino (de Alexandra Byrne), foi em "Elizabeth - A Idade de Ouro" onde encontrei os mais deslumbrantes vestidos isabelinos. A Rainha Elisabeth I ficou na história da moda não apenas pela coloração vermelha do cabelo como ainda pela alteração da gola em rufo, separando-a junto do rosto de forma a possibilitar a abertura de um decote.
Com um vestido preto, eu nunca me comprometo.




Perdida na história da moda, ando em pesquisas a tentar vestir alguns dos meus projectos da forma mais adequada.
Estes modelos, que vão desde os anos 20 aos anos 80, foram encontrados no Pineapple Mint.
parabéns!
A SOUNDZONE online magazine inaugura agora uma secção dedicada à 7ª Arte. Pedro Oliveira e Bruno Sousa Villar são as duas novas caras da equipa.
O rapaz encontra finalmente o merecido reconhecimento e a sua extraordinária cultura musical e cinematográfica torna-o num ser extremamente requisitado !
li algures
li algures que os gregos antigos não escreviam necrológios,
quando alguém morria perguntavam apenas:
tinha paixão?
quando alguém morre também eu quero saber da qualidade da sua paixão:
se tinha paixão pelas coisas gerais,
água,
música,
pelo talento de algumas palavras para se moverem no caos,
pelo corpo salvo dos seus precipícios com destino à glória,
paixão pela paixão,
tinha?
e então indago de mim se eu próprio tenho paixão,
se posso morrer gregamente,
que paixão?
os grandes animais selvagens extinguem-se na terra,
os grandes poemas desaparecem nas grandes línguas que desaparecem,
homens e mulheres perdem a aura
na usura,
na política,
no comércio,
na indústria,
dedos conexos, há dedos que se inspiram nos objectos à espera,
trémulos objectos entrando e saindo
dos dez tão poucos dedos para tantos
objectos do mundo
(e o que há assim no mundo que responda à pergunta grega,
pode manter-se a paixão com fruta comida ainda viva,
e fazer depois com sal grosso uma canção curtida pelas cicatrizes,
palavra soprada a que forno com que fôlego,
que alguém perguntasse: tinha paixão?
afastem de mim a pimenta-do-reino, o gengibre, o cravo-da-índia,
ponham muito alto a música e que eu dance,
fluido, infindável,
apanhado por toda a luz antiga e moderna,
os cegos, os temperados, que não, que ao menos me encontrasse a paixão
quando alguém morria perguntavam apenas:
tinha paixão?
quando alguém morre também eu quero saber da qualidade da sua paixão:
se tinha paixão pelas coisas gerais,
água,
música,
pelo talento de algumas palavras para se moverem no caos,
pelo corpo salvo dos seus precipícios com destino à glória,
paixão pela paixão,
tinha?
e então indago de mim se eu próprio tenho paixão,
se posso morrer gregamente,
que paixão?
os grandes animais selvagens extinguem-se na terra,
os grandes poemas desaparecem nas grandes línguas que desaparecem,
homens e mulheres perdem a aura
na usura,
na política,
no comércio,
na indústria,
dedos conexos, há dedos que se inspiram nos objectos à espera,
trémulos objectos entrando e saindo
dos dez tão poucos dedos para tantos
objectos do mundo
(e o que há assim no mundo que responda à pergunta grega,
pode manter-se a paixão com fruta comida ainda viva,
e fazer depois com sal grosso uma canção curtida pelas cicatrizes,
palavra soprada a que forno com que fôlego,
que alguém perguntasse: tinha paixão?
afastem de mim a pimenta-do-reino, o gengibre, o cravo-da-índia,
ponham muito alto a música e que eu dance,
fluido, infindável,
apanhado por toda a luz antiga e moderna,
os cegos, os temperados, que não, que ao menos me encontrasse a paixão
[e eu me perdesse nela,
a paixão grega
Herberto Helder in A Faca Não Corta o Fogo – Súmula & Inédita, Assírio & Alvim
*este poema aguarda impacientemente por uma fotografia da Ana Caracol que o ilustre
♥ this obscure victorian style
definitivamente....


grandioso!
"Radebeul II" , modelo 54
Projector de mesa em aço cromado com filtro vermelho desenhado, na década de 60, pelo atelier Grandiosa por Johannes Richter Jr. , designer alemão.
Inicialmente, foi utilizado em medicina como lâmpada de aquecimento.
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