mesa?

Esta mesa é composta pela estrutura em ferro de uma mesa de máquina de costura da marca alemã Seidel & Naumann e por uma porta de celeiro africana. Encontra-se à venda na loja Cavalo de Pau, na Rua de São Bento.

arrivederci a presto!...¡adiós! ... bye!

De manhã apareceram aos magotes os espanhóis, um grego distinto demorou-se por entre os candeeiros e os projectores e apareceu um casal suíço com uma vasta colecção de arte indiana fotografada através do telemóvel: "Adieux! Merci, Merci!". Extasiados, encontraram em Portugal mais uma peça para a sua vitrina.

Museu da Cerâmica - o gato...

....é um dos animais favoritos de Rafael Bordalo Pinheiro
Gato. Rafael Bordalo Pinheiro
Gato Bizantino. Fábrica das Faianças das Caldas da Rainha
(Fonte: http://cavacosdascaldas.blogspot.com)
"A paixão de Bordalo pelos gatos é uma vertente pouco explorada pelos investigadores. Segundo Isabel Castanheira, “é um elemento muito participante nas suas caricaturas, no seu grafismo e na cerâmica”. “Não é só a paixão que ele tem pelos gatos, há estampas em que ele diz que já foi gato e há textos que descrevem a vida dele com gatos, não sei se ele acreditava que era uma reencarnação, mas há determinadas alturas em que ele se considera gato”, indica, interrogando: “Será que por ser um animal fantasioso, imaginativo e pouco dominável, havia aí uma determinada equivalência e quis fazer do gato o alter-ego dele?”."
Peça decorativa. Caldas da Rainha.

Museu da Cerâmica - cozinha

Garrafão do século XIX. Barro vidrado.
Barro vidrado polícromo com escorridos.
J.Reis. 1945
Pote do século XVIII. Aveiro

Jardim do Museu da Cerâmica

Criado em 1983, o Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha instalou-se no palacete da Quinta Visconde de Santarém, edifício do final do século XIX.
No seu jardim, de serpenteados misteriosos, encontrei esculturas românticas, cerâmica contemporânea e algumas peças da autoria de Rafael Bordalo. Peças tristes, pousadas em tabuados de madeira, desejando um pedestal à sua altura.
Peças de Rafael Bordalo Pinheiro
Escultura em grés vidrado de Renato Vieira

cadeira de reizinho

Altivo, o senhor arquitecto falava numa reportagem televisiva à boa maneira do arquitecto português de barriga cheia. Falava aquele que não tem um rei, mas sim um reino na barriga. Como não me interessa ouvir falar de arquitectura em biquinhos dos pés, desliguei-me da sua voz e concentrei-me no espaço que habitava. Aquela cadeira era fabulosa, um pedestal perfeito para a vaidade do seu ocupante. Um verdadeiro trono, uma poltrona real. Fabulosa!
No outro dia, ao desfolhar uma revista, reencontrei-a. Elegante e determinada, foi desenhada por Alfredo Häberli em 2003, para a Moroso.
Boa escolha, senhor arquitecto!

histórias à mesa


I think this variety in designs give the collection a festive character, each day, each meal can be a party, a special moment.
A "Table Storie" é uma colecção de Tord Boontje onde vinte ilustrações ganham vida em várias peças de porcelana (pratos, chávenas, taças, saladeiras) e em tecidos.

o conto do pássaro azul

Hoje apanhei o periquito azul assustado que fugia pela rua e coloquei-o numa caixinha de sapatos onde se lia "fly". Dei-o ao rapaz de sotaque que tinha medo de o agarrar.Vai oferecê-lo à namorada com o nome desta rua.

Irmandade Pré-Rafaelita

Em 1840, surge, como oposição à estética e ideologias políticas e sociais do apogeu da época vitoriana e à “maquinização” provocada pela Revolução Industrial, um grupo de poetas e pintores ingleses – Holman Hunt, Dante Gabriel Rossetti e John Everett Millais – que funda a Irmandade ou Fraternidade Pré-Rafaelita. Este grupo de jovens pretendia alcançar uma reforma na arte britânica através da recuperação do modelo dos pintores florentinos do Quattrocento (século XV). Contrariamente ao rigor da arte praticada em França, sobretudo pelos pintores do grupo de Barbizon e Courbet, que caminhavam em direcção ao realismo, os pré-rafaelistas propunham como alternativa ao artificialismo da arte académica os modelos praticados na pintura anterior a Rafael (1483-1520), a quem responsabilizavam pelo afastamento da arte da Natureza.

John Everett Millais, "The Boyhood of Raleigh", 1870


Ansiavam retomar ao tempo em que os artistas eram mestres artesões sinceros e fiéis à obra de Deus e à Natureza, empenhando-se em retratá-la de forma simples e concreta, sem as formas e regras predefinidas da pintura académica. Deste modo, cabe ao artista a criação de obras que sejam simultaneamente naturais e espirituais, úteis e belas, devolvendo à arte a sua pureza e autenticidade. Procuravam a beleza poética que envolve a espiritualidade, o que resulta em imagens repletas de pormenores, frequentemente simbólicos, com o traço fluído e cores luminosas, esmaltadas. Nas suas obras predominam as cenas românticas ou eróticas aliadas a uma alguma inocência. Ao contrário do ideal vitoriano da mulher frágil e dócil, as mulheres pré-rafaelitas surgem com atitudes misteriosas e indiferentes.

Dante Gabriel Rossetti, "La Ghirlandata", 1873
Frank Francis Bernard Dicksee, "The Mirror", 1896

Inspirados na técnica do pintor realista William Dyce (1806-1864), os pré-rafaelitas dedicavam-se principalmente à pintura, mas também à poesia, à fotografia e à crítica de arte. Apreciadores dos poetas John Keats e Alfred Lord Tennyson, o grupo lança em 1850 a revista, escrita em prosa e verso,“The Germ” que, para além dos poemas, tem como fim a divulgação das teorias do grupo.

Além dos artistas fundadores, foram integrados na fraternidade o pintor James Collinson, o escultor Thomas Woolner e os críticos W.M. Rossetti e Frederick George Stephens.