Jardim do Museu da Cerâmica

Criado em 1983, o Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha instalou-se no palacete da Quinta Visconde de Santarém, edifício do final do século XIX.
No seu jardim, de serpenteados misteriosos, encontrei esculturas românticas, cerâmica contemporânea e algumas peças da autoria de Rafael Bordalo. Peças tristes, pousadas em tabuados de madeira, desejando um pedestal à sua altura.
Peças de Rafael Bordalo Pinheiro
Escultura em grés vidrado de Renato Vieira

cadeira de reizinho

Altivo, o senhor arquitecto falava numa reportagem televisiva à boa maneira do arquitecto português de barriga cheia. Falava aquele que não tem um rei, mas sim um reino na barriga. Como não me interessa ouvir falar de arquitectura em biquinhos dos pés, desliguei-me da sua voz e concentrei-me no espaço que habitava. Aquela cadeira era fabulosa, um pedestal perfeito para a vaidade do seu ocupante. Um verdadeiro trono, uma poltrona real. Fabulosa!
No outro dia, ao desfolhar uma revista, reencontrei-a. Elegante e determinada, foi desenhada por Alfredo Häberli em 2003, para a Moroso.
Boa escolha, senhor arquitecto!

histórias à mesa


I think this variety in designs give the collection a festive character, each day, each meal can be a party, a special moment.
A "Table Storie" é uma colecção de Tord Boontje onde vinte ilustrações ganham vida em várias peças de porcelana (pratos, chávenas, taças, saladeiras) e em tecidos.

o conto do pássaro azul

Hoje apanhei o periquito azul assustado que fugia pela rua e coloquei-o numa caixinha de sapatos onde se lia "fly". Dei-o ao rapaz de sotaque que tinha medo de o agarrar.Vai oferecê-lo à namorada com o nome desta rua.

Irmandade Pré-Rafaelita

Em 1840, surge, como oposição à estética e ideologias políticas e sociais do apogeu da época vitoriana e à “maquinização” provocada pela Revolução Industrial, um grupo de poetas e pintores ingleses – Holman Hunt, Dante Gabriel Rossetti e John Everett Millais – que funda a Irmandade ou Fraternidade Pré-Rafaelita. Este grupo de jovens pretendia alcançar uma reforma na arte britânica através da recuperação do modelo dos pintores florentinos do Quattrocento (século XV). Contrariamente ao rigor da arte praticada em França, sobretudo pelos pintores do grupo de Barbizon e Courbet, que caminhavam em direcção ao realismo, os pré-rafaelistas propunham como alternativa ao artificialismo da arte académica os modelos praticados na pintura anterior a Rafael (1483-1520), a quem responsabilizavam pelo afastamento da arte da Natureza.

John Everett Millais, "The Boyhood of Raleigh", 1870


Ansiavam retomar ao tempo em que os artistas eram mestres artesões sinceros e fiéis à obra de Deus e à Natureza, empenhando-se em retratá-la de forma simples e concreta, sem as formas e regras predefinidas da pintura académica. Deste modo, cabe ao artista a criação de obras que sejam simultaneamente naturais e espirituais, úteis e belas, devolvendo à arte a sua pureza e autenticidade. Procuravam a beleza poética que envolve a espiritualidade, o que resulta em imagens repletas de pormenores, frequentemente simbólicos, com o traço fluído e cores luminosas, esmaltadas. Nas suas obras predominam as cenas românticas ou eróticas aliadas a uma alguma inocência. Ao contrário do ideal vitoriano da mulher frágil e dócil, as mulheres pré-rafaelitas surgem com atitudes misteriosas e indiferentes.

Dante Gabriel Rossetti, "La Ghirlandata", 1873
Frank Francis Bernard Dicksee, "The Mirror", 1896

Inspirados na técnica do pintor realista William Dyce (1806-1864), os pré-rafaelitas dedicavam-se principalmente à pintura, mas também à poesia, à fotografia e à crítica de arte. Apreciadores dos poetas John Keats e Alfred Lord Tennyson, o grupo lança em 1850 a revista, escrita em prosa e verso,“The Germ” que, para além dos poemas, tem como fim a divulgação das teorias do grupo.

Além dos artistas fundadores, foram integrados na fraternidade o pintor James Collinson, o escultor Thomas Woolner e os críticos W.M. Rossetti e Frederick George Stephens.

"As yellow as the sun, as red as love"

Gabbeh, um filme de 1996 de Mohammad Ahmadi e Mohsen Makhmalbaf, documenta a vida de uma tribo nómada quase extinta do Sudeste iraniano. Tribo que, há séculos, produz os tapetes Gabbeh como expressão artística e como documento autobiográfico de cada família.

O menino de Cabul

A história de Amir e de Hassan, e de uma teia complexa de relações familiares, de amizade e injustiças sociais, desenvolve-se ao longo da própria história de Cabul. Enquanto vemos o cair da monarquia do Afeganistão, a invasão soviética de Cabul e sua tomada pelos talibãs, dois amigos lançam o seu papagaio de papel ao céu, no campeonato que marca o início do Inverno, em gesto de liberdade.

Em 1978, Cabul vibra de alegria com céu pintalgado pelos papagaios, as ruas estão enérgicas, coloridas. Vinte anos mais tarde assistimos a uma cidade lamacenta, amedrontada, cuja alegria dos papagaios foi proibida. Vemos julgamentos, apedrejamentos e corpos esquecidos na caixa de uma carrinha.

Um história sobre a culpa, a mentira, a injustiça e o perdão. A falsidade, a traição e a violação. O amor, a coragem, a lealdade e a redenção.

Kite Runner (2007) é baseado no livro do escritor afegão, Khaled Hosseini, e realizado por Marc Forster.

Thonet 214 - a revolucionária

Em Viena, o mestre marceneiro Michael Thonet apresenta, em 1859, uma cadeira de madeira maciça com apenas seis peças. É funcional e elegante, todavia a inovação está na sua composição; a sua simplicidade de componentes permite dividir o trabalho da sua construção: da fábrica os componentes viajam de forma bastante prática para qualquer parte do mundo, sendo a cadeira montada no destino. Sem o saber, Michael Thonet criou a cadeira mais fabricada da história (60 milhões de exemplares) ao ser a primeira capaz de ser produzida em série. A cadeira é intemporal e moderna e abriu portas ao desenho em série e ao mobiliário moderno – Le Cobrbusier, Álvaro Siza e os Bourollec inspiraram-se nela para muitos dos seus desenhos.

A cadeira 214 é ainda produzida com o mesmo desenho na empresa familiar, fundanda em 1889, em Frankeberg, na Alemanha. A partir dos anos 30, aquando das experiências dos arquitectos e desenhadores da Bauhaus com tubos de aço, a Thonet passou igualmente a existir em metal, sendo, desta forma, produzidas de forma mais rápida.


Série LC de Corbusier

Uff.. Precisei de compilar a colecção!
LC1 | Cadeira basculante


LC2 | Sofá Masculino - pequeno conforto

LC3 | Sofá Feminino - grande conforto

LC4 | Chaise Longue

LC5 | Sofá-cama
LC6 | Mesa de Jantar
LC 7 | Cadeira Giratória
LC 8 | Banco
LC 9 | Banco de Casa-de-banho


LC 10 | Mesa de Café

LC 11 | Mesa de Jantar
LC12 | Mesa "La Roche"

LC13 | Poltrona