
Ao amor perigoso e escaldante, vai um pézinho de dança?
Esta ilustração foi pensada enquanto ouvia o Cha Cha Cha d´Amour de Dean Martin, música que assistiu a bons momentos no meu antigo trabalho.



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Ir e Vir (1967); Um Fragmento de Monólogo (1982); Baloiço (1981); Não Eu (1973). Quatro dramatículos aparentemente simples, mas não, cada um cheio de subtilezas psicológicas alucinatórias em jogos de ecos tensos e agonizantes.
Não existem personagens, mas sim figuras espectrais, desaparecendo na escuridão. Corpos, caras, vozes anónimas. O nascimento e morte são o teatro de Samuel Beckett. Monólogos impulsivos, repetitivos, persistentes. Monólogos obstinados, inquietantes, gritam em espiral até um desenlace.
Todos os que Falam poderá ser visto no Teatro Nacional D. Maria II, até 4 de Julho. Eu adorei.









(Fonte: bacfilms.com/site/caramel/)
A vida de cinco mulheres cruza-se num salão de beleza em Beirute, a cidade cosmopolita do Médio Oriente que melhor ilustra o confronto entre o mundo ocidental e o islâmico por pertencer a um dos países árabes que, em conjunto com a Tunísia, se assume mais liberal no que respeita aos direitos cívicos e aos direitos das mulheres.
O salão Sibelle, um pequeno mundo, doce como o caramelo, reflecte a condição da mulher libanesa. O caramelo, usado como base na cera depilatória, inicialmente provoca dor, mas ao longo do filme percebemos que traz consigo bem-estar e melhora a auto-estima das personagens, numa cidade onde muitas mulheres ainda se cobrem.
Em Sibelle, num ambiente de uma relativa liberdade e sofisticação, Nadine Labaki introduz subtilmente algumas marcas de um regime autoritário, tais como o divórcio, a noiva que se sente obrigada a recorrer a uma cirurgia de reconstrução do hímen numa sociedade que ainda não aceita o sexo pré-nupcial; os hotéis que apenas aceitam reservas de mulheres casadas e a mulher lésbica que não consegue assumir, nem abordar o assunto com as amigas.
Paradoxalmente, tal como o caramelo que é doce mas magoa, as vidas das cinco mulheres são habitadas por sonhos, os quais tentam realizar no limite da transgressão aos valores tradicionais, deixando-se, por outro lado, seduzir por essas mesmas tradições familiares, tais como a ideia de matrimónio.

Existem dois significados para a palavra ”suzani”; em persa ela significa Beleza Tribal, todavia há quem se refira apenas a “trabalho de agulha”.
Para além do dote das suas filhas, as mulheres produzem almofadas, cortinas, colchas, peças de parede, toalhas e tapetes de oração para cada habitante de sua casa. Para o dote de uma filha, o trabalho inicia-se logo depois do seu nascimento e, com a colaboração de familiares e amigos, é completado até ao seu noivado.




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