cores aguardente
Christian Dell


Candeeiro de secretária arte déco, desenhado em 1930 por Christian Dell,que trabalhou como mestre em metal na Bauhaus entre 1922-25. É completamente construído em baquelita (bakelite), um tipo de material de plástico (resina sitética que resulta da condensação de fenóis com aldeído fórmico) que foi inventado pelo belga Leo Beakeland (1863 - 1944).
Christian Dell trabalhou como mestre em metal na Bauhaus entre 1922-25. Aqui, ele veio a colaborar com László Moholy-Nagy e produziu inúmeros candeeiros de escritórios:

os Ratinhos - faiança popular de Coimbra



fonte: antiksfernando.blogspot
Os "Ratinhos" é uma expressão que denomina os trabalhadores rurais da Beira que migravam sazonalmente para o Alentejo na época das ceifas.
Os Pratos Ratinho, produzidos desde os finais do século XVIII, decorados com flores, penas e, mais tarde com figuras típicas, são louça vidrada de produção popular das fábrica de faiança de Coimbra. Louça amplamente difundida e comerciada por ser extremamente barata, devido à fraca qualidade e ausência de valor artístico.
Estes pratos eram então levados para o Alentejo por aqueles “Ratinhos” que pretendiam, durante o tempo de estadia nos latifúndios, possuir um prato próprio, evitando partilhar o mesmo prato com várias pessoas na hora da refeição.
Esta louça denominava-se ainda por "Troca-Trapos", pois era costume, no final da época da ceifa, serem trocadas por roupas, mantas ou tecidos da Fábrica de Lanifícios.
As famílias mais pobres, que não possuíam estanhos ou cobres, decoravam as suas casas com estes pratos de loiça vidrada, garrida e popular, a qual era colocada em bonitas estanheiras.
Memórias Olaio
Desde sempre que me lembro do móvel-expositor que os meus avós têm na cozinha antiga. É nele que guardam, à vista de todos, as louças e talheres para os dias de festa: a vitrina da cerimónia. Nas gavetas, guardam as toalhas de mesa, bordadas pela minha avó quando em Sesimbra andava na escola de bordados, panos de linho e alguns trabalhos incompletos de renda e tricô. Noutras gavetas guardam os papéis dos médicos, algumas cartas, a agenda e uma série de documentos: as gavetas surpresa.
Sempre me fascinou esse móvel. Quando era pequena deslumbrava-me o facto de ele poder esconder coisas valiosas e segredos, achava curiosa a forma de abrir a vitrina, o barulho que o vidro fazia ao deslizar. Mais crescida encontrei nele outras qualidades: a beleza e simplicidade do seu desenho, os puxadores, o trabalho da madeira e a delicadeza dos seus esbeltos pés, que lembram o mobiliário escandinavo dos anos 40/50.
Há dias caminhava na Rua de São Bento quando, sem o crer, espreitei para a loja do Sr. Félix. Fiquei pasmada com a escrivaninha que se encontrava num amontoado de móveis.
Hoje está em minha casa, guardada naquele que, depois da desarrumação passar, será o meu atelier.
Fábrica Olaio
Em 1937, José Olaio, um jovem marceneiro, fundou a fábrica em Sacavém, era o princípio da Móveis Olaio. A empresa chegou a ter cerca de 500 trabalhadores e marca fortemente o design de mobiliário em Portugal.
Estão associadas aos móveis Olaio a qualidade da madeira da madeira maciça e do seu trabalho, as ferragens e a precisão nos seus acabamentos.
Em 1989 a empresa Olaio foi vendida, declarando falência, os novos proprietários, em 1995.
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