








Estes pratos eram então levados para o Alentejo por aqueles “Ratinhos” que pretendiam, durante o tempo de estadia nos latifúndios, possuir um prato próprio, evitando partilhar o mesmo prato com várias pessoas na hora da refeição.
Esta louça denominava-se ainda por "Troca-Trapos", pois era costume, no final da época da ceifa, serem trocadas por roupas, mantas ou tecidos da Fábrica de Lanifícios.
As famílias mais pobres, que não possuíam estanhos ou cobres, decoravam as suas casas com estes pratos de loiça vidrada, garrida e popular, a qual era colocada em bonitas estanheiras.


Devido às suas características, Domecq encontrou no mercado industrial uma enorme aceitação e procura. Assim, passa os dois anos seguintes a industrializá-lo e em 1953 cria uma empresa – cujo nome deriva das suas iniciais Ji eL Dé – dedicada à comercialização do candeeiro. A Jieldè produz em massa o candeeiro de mesa e o de chão, com várias opões de bases e braços com diferentes comprimentos.


"Coração independente,
Coração que não comando,
Vive perdido entre a gente,
Teimosamente sangrando,
Coração independente"
"Aí, Lisboa
Terra bem nobre e leal,
Tu és o castelo da proa
Da velha nau Portugal"
"Ai, Lisboa
Cheiram a sal os teus ares,
Deus pôs-te as ondas a teus pés,
Porque és tu a rainha dos mares."
Texturas e cores que dançam ao ritmo de uma música privada que só elas ouvem, cantam seguindo labirínticos trilhos. Todavia, observando atentamente o seu gracioso bailar, torna-se audível a melodia que cada quadro oferece.
Parte do seu trabalho poderá ser encontrado na loja Cavalo de Pau, na Rua de São Bento, n.º164.

