Memórias Olaio
o indestrutível


Devido às suas características, Domecq encontrou no mercado industrial uma enorme aceitação e procura. Assim, passa os dois anos seguintes a industrializá-lo e em 1953 cria uma empresa – cujo nome deriva das suas iniciais Ji eL Dé – dedicada à comercialização do candeeiro. A Jieldè produz em massa o candeeiro de mesa e o de chão, com várias opões de bases e braços com diferentes comprimentos.


Nadia Baggioli - uma artista italiana em Lisboa
"Coração independente,
Coração que não comando,
Vive perdido entre a gente,
Teimosamente sangrando,
Coração independente"
"Aí, Lisboa
Terra bem nobre e leal,
Tu és o castelo da proa
Da velha nau Portugal"
"Ai, Lisboa
Cheiram a sal os teus ares,
Deus pôs-te as ondas a teus pés,
Porque és tu a rainha dos mares."
Artur Almeida
Texturas e cores que dançam ao ritmo de uma música privada que só elas ouvem, cantam seguindo labirínticos trilhos. Todavia, observando atentamente o seu gracioso bailar, torna-se audível a melodia que cada quadro oferece.
Parte do seu trabalho poderá ser encontrado na loja Cavalo de Pau, na Rua de São Bento, n.º164.

talvez num palco fosses guerreiro
a tradição têxtil em África

ela
Catarina Maldonado
o móvel em Portugal - do artesanal ao industrial
Até ao século XI, Portugal produziu peças de mobiliário de excelente qualidade que resultavam do fabuloso trabalho dos artífices com as madeiras autóctones e daquelas provenientes das antigas colónias. Era produzido mobiliário com entalhados e embutidos notáveis, de suas linhas sinuosas e torneadas era extremamente apreciado pelo mundo inteiro.
Ao longo do século XX, o modo de vida dos centros urbanos foi-se alterando. Em Portugal, país de fortes tradições e sob um regime conservador, as alterações ao modo de vida foram surgindo de forma mais lenta do que o que se foi verificadondo nos restantes países da Europa e dos Estados Unidos da América.
De forma a acompanhar este novo ritmo de vida urbano, tornou-se urgente criar meios para a produção eficientemente de uma grande variedade de objectos em massa, executados em vários materiais e através diferentes métodos. Deu-se assim desenvolvimento do design industrial.
Logicamente, estas questões tiveram implicações na indústria do mobiliário que, em Portugal, já se encontrava desactualizada devido à ausência de técnicos especializados no processo industrial.
Deste modo, arquitectos e artistas plásticos nacionais transferiram-se para o estrangeiro de forma a trabalhar com designers. Frederico George trabalhou com Walter Gropius e Mies van der Rohe, importando os novos ideais da escola de Bauhau, dando assim início à reformulação do ensino académico. António Sena da Silva escreve o artigo “Formas Utilitárias Industriais e Artesanais. Equipamento e Pormenorização Decorativa” onde demonstrou a sua preocupação acerca da produção industrial e do papel do designer. Sena afirma ser indispensável a passagem da produção artesanal para a produção industrial.
Assim, na década de 50, um pequeno núcleo de arquitectos e artistas, a par do progresso da formação do designer, desafiaram os produtores de mobiliário a desenvolver novos modelos de produção que previssem a intervenção do designer.
A mensagem chegou a diversas oficinas de produção artesanal e a fábricas, nas quais predominava ainda o trabalho manual. A Sousa Braga Filhos Lda; a Olaio móveis e decoração; a Jerónimo Osório de Castro, a FOC, a MIT, a Longra e a Altamira, foram as que facilmente aderiram ao desafio.
Nestas empresas, a produção manual deu lugar, progressivamente, à produção mecanizada.
os seus Robertos
No Brasil os fantoches são designados por mamulengo.
Mão molenga: movimentos mais vivos e naturais.
Os mamulengos são a forma mais primitiva e popular do teatro de marionetas, com maior expressão
Tal como na Europa, inicialmente os fantoches centravam-se em cenas religiosas de forma a ensinar a história bíblica. Todavia, foram sendo gradualmente introduzidos temas profanos através de cenas do quotidiano, da caricatura de personagens e instituições. As histórias eram, geralmente, improvisadas no acto da representação, mediante a reacção do público.
Entre várias, aparecem personagens animais (cobras, bois e feras); humanas (vaqueiros, latifundiários, donzelas, heróis e bandidos) e entidades sobrenaturais (o Diabo, a Alma e a Morte).
Os bonecos de mamulengo possuem a cabeça e mãos feitas em madeira (mulungu ou imburana) e o corpo vazio, em pano, como uma luva.











