iogurte com manga



O lanche de ontem inspirou esta paleta. Adoro.

cá de casa


Aqui está a paleta de cores que criei, já mais decidida, para as paredes cá de casa. Cores serenas para bons sonhos, atenção e concentração. Cores vigorosas para a energia, segurança e expansão.

cá em casa

Quando iniciei as obras tive que tomar um conjunto de decisões difíceis. Para quem não é sensível à variação de um tom numa cor, e para quem apenas distingue o azul escuro do azul claro e do assim-assim, não poderá compreender o tempo e a energia que despendi com a escolha da cor para cada quarto e para o padrão da parede da cozinha (esta, por exaustão, acabou por ser a decisão mais instintiva).
Adoro o resultado, mas sinto que as escolhas foram demasiado prudentes. Receei determinadas cores que agora fazem cá falta.
Entretanto, depois de tantas dúvidas, desistências, tirinhas de cores e resultados, sinto que só agora estaria em perfeitas condições para escolher as cores cá de casa.

ouro sobre azul



Já tinha decidido que este fim-de-semana tentaria esquecer o cheiro a verniz que invadiu a casa e iria pensar em paletas de cores para iniciar um projecto com a Patrícia . Durante o lanche apaixonei-me por este trio cintilante.

(minhmm..estava também muito saboroso!)

vrummmm


Estreei hoje na nova casa a chaleira que apita. Bastarda, hoje não quis apitar.
Já nos habituámos a ver potenciais novas funções em objectos. Se fossemos hoje às finanças em que profissão nos enquadrariam? Talvez novo-funcionalitrizes, novo-funcionalitectas, novo-funcionaleiras, gestoras de novas funcionalidades....
Estreamos a mesa de refeições. Bastarda, não suportou ver-nos apenas lanchar. Converteu-se numa real mesa de debate, testemunhando a avalanche de ideias e projectos, muito tímidos e amedrontados devido ao tempo de clausura. Nesta mesa de trabalho, eles deram fraternalmente as mãos à procura de força e motivação. Converteram-se em sonhos concretizáveis.
Hoje foi um dia assim de mãos dadas com as ideias que nos fazem sonhar uma vida à nossa simples altura.
memórias de cor, ilustrações, tricot, tecelagem, fotografia, cinema, comida vegetariana, padrões, decalques, gavetas, porcelana, workshop´s infantis, malas de pano cru, lixívia, azulejos, crachás. Remoinhos criativos em torno da mistura de maçã-canela com a tisana ayurvédica com extracto de especiarias.
Chaleira vigorosa! vruuuuuu vruuuuuuu, tanta energia!


come-moscas

nómada onírico



Há uns tempos o Bruno desafiou-me a ilustrar o nómada onírico. Confesso que me sentia demasiado perra e tive alguma dificuldade em arrancar. Depois de imaginar o nómada a percorrer vários cenários e a assumir diferentes figuras, foi sob esta forma que o encontrei.
Adoro o resultado!

Obrigada pela proposta ;)

coisas simples II


... pelas ruas lá de casa.

a cor em Matisse

"A tendência dominante da cor deve ser a de servir o melhor possível à expressão.
Emprego meus tons sem um partido prévio. Se de início, e talvez sem que eu tenha tido consciência disso, um tom me seduziu ou me deteve, geralmente vou perceber, após terminar o quadro, que respeitei aquele tom, ao passo que modifiquei e transformei progressivamente todos os outros. O lado expressivo das cores impõe-se a mim de maneira puramente instintiva. Para pintar uma paisagem de Outono vou-me inspirar apenas na sensação que ela me proporciona: a pureza gelada do céu, de um azul acre, exprimirá a estação tão bem quanto o matizado das folhas. Minha própria sensação pode variar: o Outono pode ser suave e tépido como um prolongamento do Verão ou, pelo contrário, fresco com um céu frio e árvores amarelo-limão que dão uma sensação frígida e já anunciam o Inverno."
Henri Matisse – “Notas de um pintor”. Escritos e Reflexões sobre Arte. São Paulo: Cosac Naify
Henri Matisse, The Casbah Door , 1912


* Mãe da Caracolinha, agradeço o seu comentário ao post, deu-me vontade de reler este livro. Obrigada! ;)

pum ...pum ...pum ...pum

....encontro a minha nova paixão em todo o lado....

Este ano a edição do Festival do Cinema Francês irá prestar homenagem a Agnès Varda. A retrospectiva da sua obra andará, de 7 de Outubro a 10 de Novembro, pela Cinemateca, Instituto Franco-Português, RTP e por Serralves.

"Em Lisboa, na Cinemateca Portuguesa e no Porto, no Auditório da Fundação de Serralves.
A Festa do Cinema Francês, ao chegar à sua 10ª edição, organiza um ambicioso programa de homenagem a Agnès Varda. A realizadora estará presente na projecção do seu filme mais recente, "As Praias de Agnès".
Além de um ciclo com todas as suas curtas-metragens a decorrer no Instituto Franco-Português, será apresentada na Cinemateca Portuguesa uma retrospectiva que retoma o ciclo que lhe foi dedicado em 1993, juntando todos os filmes que realizou desde então a alguns títulos mais antigos. Mas a maior surpresa está reservada para o Porto onde serão montadas, na Fundação Serralves, duas instalações de Agnès Varda nunca mostradas em Portugal: "Bord de Mer" e "Le tombeau de Zgougou".
Uma das características distintivas dos filmes de Agnès Varda é que tudo pode ser chamado para a frente da câmara, num processo de livre associação de ideias, de imagens, de emoções, que acaba sempre por ter uma surpreendente e inesperada coerência. "