assim se faz este meu caminho
singularidades em português
"Guardador de Rebanhos" de Alberto Caeiro e da forma como esta cena se desenrola com o avançar do poema.
Curiosamente (porque quando se fala de Manoel de Oliveira há sempre a necessidade de nos referirmos ao tempo, quase que justificá-lo) não gostei do tempo...achei que o filme precisava de mais, acabou abruptamente.
nasceram!
esse fado impetuoso!
pintar as núvens


vejo-te dançar
boa vizinhança
- Quem terias como vizinho?

esticar as cordas

andorinhas

Gosto de andorinhas, recordam-me as tardes de brincadeiras com o meu primo na rua ou no quintal dos meus avós, num bairro aqui
Míticas peças da identidade portuguesa, as andorinhas que Bordalo Pinheiro desenhou em 1891 interpretam perfeitamente essa recordação da minha infância, e para nunca a deixar escapar gostava de colocar umas quantas numa parede da minha nova casa, a casa azul. Mais do que simples objectos decorativos as andorinhas são peças simbólicas, peças que marcam nao só a nossa herança cultural como muitas histórias pessoais. Acho mesmo que o sucesso da sua reedição está na capacidade que estas possuem em personificar algumas das nossas memórias.
A propósito de andorinhas de cerâmicas, o Estúdio Pedrita realizou uma intervenção na fachada da Ermida Nossa Senhora da Conceição, em Belém, agora transformada numa pequena galeria. Propuseram aqui uma homenagem à chegada da Primavera e ao aniversário de Rafael Bordalo Pinheiro, ambos comemorados no dia 21 de Março, cobrindo a fachada com 1600 andorinhas de cerâmica, peças da Fabrica de Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro. Creio que a instalação já terá sido retirada, mas uma vez que não vamos impedir que as verdadeiras andorinhas voem para destinos mais quentes, gostava que estas se tivessem mantido por cá!
arquitectura social II

