Mostrar mensagens com a etiqueta de mão em mão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta de mão em mão. Mostrar todas as mensagens

novas paixões na Cavalo de Pau

Oito horas na loja fazem deste sítio uma outra minha casa. Tenho por aqui muitos objectos de paixão. Muitas paixões já tive e que me custaram vê-las partir dentro de um embrulho ou na camioneta da transportadora.  O pior desgosto de amor que passei foi na tarde em que uma escultura em terracota do Quénia (na verdade um brinquedo feito por uma criança) me deixou. Nunca a levei para casa, era demasiado frágil e temia que umas patinhas felinas a partissem. Arrependi-me, mas guardei uma fotografia sua aqui - é a peça lá de trás com duas cabeças: mãe e filho, para mim.

Umas das minhas novas paixões aqui desta casa é uma máquina de escrever Underwood N.º5, fabricada entre 1900-1931/2, e um conjunto de quatro cadeiras industriais inglesas.


"The No. 5 was the quintessential Underwood. Millions of these machines were used by secretaries, journalists, government officials, and writers throughout the first half of the twentieth century. Later Underwoods were superficially modernized, but retained the same basic mechanism. The name "No. 5" was even given to some of these later typewriters, in honor of the model that made the company's fortune "

makeover sobre rodas

  A mesa de oficina chegou baça, mortiça e muito suja.



 Mas, depois de alguns mimos...


                        


She feels pretty! 


                 

pequenos imperadores

Kaiser Idell 6631 Luxus (Candeeiro verde) e Kaiser Idell 6556 (candeeiro preto)

Entre 1926 e 1934, Christian Dell projectou um vasto conjunto de candeeiros na Bauhaus entre os quais a famosa série Idell KAISER, em colaboração com a Gebr. Kaiser & Co. em Neheim- Hüsten, reconhecido fabricante de iluminação. 

o bidé

Os bidés são aqueles objectos olhados de lado, vítimas de uma péssima reputação associados, em tempos, às actividades pecaminosas das senhoras da vida que o utilizavam como prática contraceptiva. 
Bidé vem do francês bidet :  pónei ou pequeno cavalo.  Foi criado por marceneiros da família real francesa para a sua rainha que necessitava de uma forma de lavar as suas partes íntimas.  Até  às primeiras décadas do século XX estas peças faziam parte do mobiliário de quarto. Com  desenvolvimento do sistema de esgoto e abastecimento de água nas cidades o bidé tornou-se uma peça de casa-de-banho.
Quando uma peça possui qualidades estéticas únicas não há lugar para moralidades ou pudores! Este bidé está bem no centro da sala principal da Cavalo de Pau. 

Bidé de quarto em ferro forjado e zinco pintado

faianças e porcelanas Sado - Internacional


Não resisto a bons padrões. 
Não resisto a objectos-memória. 

Não resisti a estes pratos!

Hoje passei por uma loja vizinha e à porta reencontrei os dias da minha infância na casa da minha avó de Lisboa. Estes pratos, da extinta (há quase vinte anos) Sado Internacional, lembram-me o seu arroz-doce, sempre tão seco...

definitivamente....


grandioso!

"Radebeul II" , modelo 54
Projector de mesa em aço cromado com filtro vermelho desenhado, na década de 60, pelo atelier Grandiosa por Johannes Richter Jr. , designer alemão.
Inicialmente, foi utilizado em medicina como lâmpada de aquecimento.

Cerâmica de Samburu


Brinquedos Samburu em terracota, na Cavalo de Pau

A tribo Samburu habita uma pequena área natural protegia com cerca de 165 km2 na zona central do Quénia.

Samburu warriors, Samburu, Kenya
Samburu women, Samburu, Kenya.

em laboratório

Porta tubos de ensaio, na Cavalo de Pau

costureirinha


Uma horinha de trabalho e sabe tão bem ver a recém-chegada caixa de costura, dos anos 40/50, tão aperalta.
À venda na Cavalo de Pau.

letras

Móveis com gavetas de tipografia (Alemanha), do tempo em que as letras (os tipos) eram impressas a partir de caracteres de chumbo. Os móveis fotografados são de origem alemã, encontram-se à venda na loja Cavalo de Pau, na Rua de São Bento.

espectro teatral

Máscara africana da tribo Fang

mesa?

Esta mesa é composta pela estrutura em ferro de uma mesa de máquina de costura da marca alemã Seidel & Naumann e por uma porta de celeiro africana. Encontra-se à venda na loja Cavalo de Pau, na Rua de São Bento.

Memórias Olaio

Desde sempre que me lembro do móvel-expositor que os meus avós têm na cozinha antiga. É nele que guardam, à vista de todos, as louças e talheres para os dias de festa: a vitrina da cerimónia. Nas gavetas, guardam as toalhas de mesa, bordadas pela minha avó quando em Sesimbra andava na escola de bordados, panos de linho e alguns trabalhos incompletos de renda e tricô. Noutras gavetas guardam os papéis dos médicos, algumas cartas, a agenda e uma série de documentos: as gavetas surpresa.
Sempre me fascinou esse móvel. Quando era pequena deslumbrava-me o facto de ele poder esconder coisas valiosas e segredos, achava curiosa a forma de abrir a vitrina, o barulho que o vidro fazia ao deslizar. Mais crescida encontrei nele outras qualidades: a beleza e simplicidade do seu desenho, os puxadores, o trabalho da madeira e a delicadeza dos seus esbeltos pés, que lembram o mobiliário escandinavo dos anos 40/50.
Há dias caminhava na Rua de São Bento quando, sem o crer, espreitei para a loja do Sr. Félix. Fiquei pasmada com a escrivaninha que se encontrava num amontoado de móveis.
Hoje está em minha casa, guardada naquele que, depois da desarrumação passar, será o meu atelier.
Fábrica Olaio
Em 1937, José Olaio, um jovem marceneiro, fundou a fábrica em Sacavém, era o princípio da Móveis Olaio. A empresa chegou a ter cerca de 500 trabalhadores e marca fortemente o design de mobiliário em Portugal.
Estão associadas aos móveis Olaio a qualidade da madeira da madeira maciça e do seu trabalho, as ferragens e a precisão nos seus acabamentos.
Em 1989 a empresa Olaio foi vendida, declarando falência, os novos proprietários, em 1995.